sábado, 29 de junho de 2019

Vida nova

O músico Lulu Santos é o convidado do Música Boa ao Vivo, que vai ao ar na terça, 2, às 20h30, no Multishow, e, às 22h30, começa uma transmissão pelo Facebook e Twitter do canal.

Comandado por Iza, programa contará com performance do cantor, compositor e guitarrista, que tem quase 40 anos de carreira, somando mais de 25 álbuns lançados.

Será uma noite para lembrar seus grandes hits, além de mostrar faixas de Pra Sempre, seu mais recente trabalho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Morto há 10 anos, escritor Rodrigo de Souza Leão é lembrado com novas edições

O poeta Ramon Nunes Mello era jornalista do extinto Portal Literal quando recebeu uma caixa com livros feitos com apoio da Petrobras. Um deles chamou sua atenção pelo título: Todos os Cachorros São Azuis. Deu uma olhada, viu que se tratava de um livro que narrava da internação do protagonista em um hospício à sua saída, leu nos intervalos e adorou, e quis entrevistar o autor. Do outro lado da linha, Rodrigo de Souza Leão disse que daria, sim, a entrevista – mas que Ramon deveria ir à sua casa, de onde não saía havia 20 anos. Rodrigo foi diagnosticado com esquizofrenia em 1990.

Assim começa uma história de amizade (Rodrigo continuou telefonando para Ramon, como fazia com escritores e amigos, nas quintas, às 15h, mesma hora da entrevista). Durou pouco, é verdade – Rodrigo morreu um ano depois, no dia 2 de julho de 2009, aos 43, numa clínica psiquiátrica, no Rio. Mas desde então Ramon vem batalhando pela publicação e divulgação da obra do escritor, da qual virou curador.

Nos 10 anos da morte de Rodrigo, e com o fim dos contratos de edição que o autor fez com a 7Letras e que Ramon fez com a Record para os lançamentos póstumos, os livros vão para a Demônio Negro.

O primeiro lançamento, previsto para agosto, será justamente Todos os Cachorros São Azuis, que já virou peça e teve seus direitos para o cinema vendidos para Cauã Reymond.

Até 2020 a editora espera relançar Me Roubaram Uns Dias Contados, Carbono Pautado e O Esquizoide: Coração na Boca, além de apresentar a antologia Lowcura, com os e-books de poesia lançados na internet – ele foi pioneiro na publicação digital -, e com textos inéditos encontrados em caixas e mais caixas de disquetes e em pastas com datiloscritos. A organização de Lowcura (o título remete a um dos blogs de Rodrigo) será feita por Ramon e por Jorge Lira, que trabalhou na organização do acervo digital do autor, doado para o Arquivo Museu de Literatura Brasileira na Casa de Rui Barbosa. Tudo isso será feito com o padrão que caracteriza a Demônio Negro: edições em capa dura, revestidas em tecido e gravações tipográficas – e usando as telas do escritor.

“O selo Demônio Negro tem a sorte de ter no seu catálogo autores radicais e obras que sempre primam pela invenção, mais que a novidade”, diz Vanderley Mendonça. Foi o poeta Donizete Galvão (1955-2014) que chamou sua atenção para o trabalho de Rodrigo, que falou sobre a esquizofrenia dele e sobre como ela era determinante em sua obra.

Existência febril

A vida de Rodrigo de Souza Leão (1965-2009) ganhou uma nova cor quando seu romance de estreia, Todos os Cachorros São Azuis, foi finalista do Prêmio Portugal Telecom. Era 2009. Eufórico, ele passou a sair mais de casa e a frequentar a Escola de Artes Visuais do Parque Lage – em três meses, pintou 60 telas (a maioria foi doada para o Museu de Imagens do Inconsciente).

Naquela época estava no ar a novela Caminho das Índias e Rodrigo começou a se incomodar com o personagem Tarso, esquizofrênico, dizendo que as pessoas achariam que ele era igual e ficariam com medo dele, pensando que ele poderia matar alguém. Ele chegou a escrever um artigo questionando a representação da doença. Porém, começou a ter medo de também se tornar agressivo e pediu para ser internado. Foi numa quinta para a clínica psiquiátrica. Na terça, 2 de julho de 2009, chegou a notícia de que ele estava morto. À família não importa saber se foi suicídio, overdose acidental ou causas naturais. Não ia mudar nada.

Na última vez que o pai o viu, no domingo, quando levou o Jornal do Brasil com seu artigo publicado, ele estava “contido, numa agressividade fora do comum”, relembra hoje, emocionado. Mas houve uma carta de despedida, bonita, tranquila, escrita um mês e meio antes da internação que, aos 81, Antonio Alberto de Souza Leão lê para a repórter ao telefone.

Antonio anda triste, saudoso, com o aniversário de morte do filho. Mas as novas edições que a Demônio Negro vai fazer da prosa e da poesia de Rodrigo servem como um alento. “É muito bom para mim e para minha mulher saber que Rodrigo ainda é lembrado. Torço muito para que as pessoas o leiam.” E completa: “A vida dele foi a arte. Na literatura e na pintura, ele sublimou todas as limitações que ele encontrava para ter uma vida normal”.

Nascido em 1965, formado em Comunicação, jogador de polo aquático e triatleta, Rodrigo foi um bom leitor e um escritor compulsivo. Ele se isolou em casa depois do primeiro surto, em 1990, quando era auxiliar de escritório em uma empresa pública, mas nunca quis perder contato com o mundo. Pelo contrário. Tinha blogs, sites, e-zines. Trocava e-mails com escritores. Adorava falar ao telefone e fazer entrevistas.

O escritor Ronaldo Bressane foi entrevistado por Rodrigo, e depois eles passaram a se corresponder. “E assim fiquei conhecendo aquela figura que condensava na poesia um doce lirismo, um humor anárquico, muita curiosidade e loucura em doses mínimas, mas de potência tão relativamente intensa quanto um micrograma de LSD”, diz. Hoje Bressane estuda a obra do autor, e de outros escritores, para sua dissertação de mestrado que investiga o cruzamento entre loucura e literatura no Brasil.

O poeta Marcelo Montenegro também foi entrevistado por Rodrigo e acompanhava a obra dele em blogs. “Gosto muito da poesia do Rodrigo. Ela promove um desarranjo na nossa percepção, ela te tira do chão, da coisa cartesiana e tal. E aí entra esse dado indissociável dele e da sua obra que é a esquizofrenia.

Até porque o Rodrigo trouxe isso para o centro da escrita. Ele fez da sua condição psíquica não só um material bruto para os seus textos, mas também um filtro pelo qual olhou para o mundo, para a condição humana”, comenta.

Para Montenegro, mesmo nos momentos mais obscuros ou melancólicos, seus poemas têm senso de humor. “Às vezes estranho e inesperado, mas o humor é sempre um dado importante, incluindo aí ironia e autoironia. Sem contar o poder de comunicação e o senso apurado de musicalidade e ritmo”, avalia.

Ele diz ainda: “A consciência, e mesmo o distanciamento crítico que ele conseguiu manter dessa sua terrível, como diz no poema Fio Invisível, ‘existência febril’, deve ser posta em conjunto com a sua capacidade poderosa de transformar isso tudo em linguagem. Por isso acho uma pena quando ele é visto apenas como um ‘personagem excêntrico’, como um ‘criador esquizofrênico’ – o que de fato ele foi, mas foi ‘também’ um grande escritor”.

“A literatura era o que dava sentido à vida dele”, confirma Ramon Nunes Mello. “A vida dele era a literatura, a linguagem – como ele se comunicava com o mundo e organizava a mente dele. Toda a liberdade que a poesia permite dialogava com a loucura que ele vivenciava. A literatura foi o passaporte dele para o mundo”, finaliza o curador que quer publicar ainda Brincar de Viver (infantil dedicado à sobrinha), reunir as entrevistas que ele fez e lançar todos os inéditos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Técnicos de Chile e Colômbia reclamam de uso do VAR em lances de impedimento

O VAR foi um dos personagens da sofrida classificação do Chile às semifinais da Copa América, na noite de sexta-feira, definida na disputa de pênaltis, após empate por 0 a 0 na Arena Corinthians, em São Paulo. O resultado poderia ter sido diferente, pois a arbitragem anulou dois gols chilenos, marcados por Aránguiz e Vidal, após consulta ao vídeo. Mas, mais do que por essas decisões do juiz, que foram corretas, o uso da tecnologia incomodou os técnicos das duas seleções, por interferir na dinâmica do jogo.

As críticas mais duras vieram do português Carlos Queiroz, comandante da Colômbia. “Durante cem anos, tinha uma pessoa no campo que tomava as decisões em um segundo. Agora, param o jogo e vão ver uma coisa que já foi vista”, reclamou o treinador.

Queiroz protestou, principalmente, contra a orientação de que os árbitros, se tiverem dúvida em lances de impedimento, não marquem a infração, esperando a conclusão da jogada para conferir no vídeo se o jogador está adiantado caso o lance termine em gol. Para ele, isso pode fazer com que um lance reconhecidamente ilegal provoque outras consequências na partida.

“Há uma indicação de impedimento de uma pessoa (o auxiliar da arbitragem) a uns 40 metros do lance. Mas o árbitro manda continuar, e os jogadores seguem. Nós não sabemos o que fazer. Vamos para o lance? Imagina se o defensor, ao tentar um desarme, faz uma falta e recebe o vermelho? O que o árbitro faz, anula o cartão?”, disse.

Embora dois gols do Chile tenham sido anulados na noite de sexta, o técnico Reinaldo Rueda até tentou evitar fazer críticas mais severas ao VAR, apontando ser preciso lidar com essa nova realidade no futebol. Mas, em opinião parecida com a de Queiroz, reclamou que a demora na tomada de decisões pelos árbitros pode afetar até mesmo a integridade dos jogadores.

Também citando os lances de impedimento, Rueda apontou que a orientação aos árbitros deveria ser de parar os lances, sem esperar a orientação do VAR. “Essa modificação deveria ser alterada pela International Board porque pode provocar uma lesão no atacante, no goleiro. Isso não teria volta”, alertou o treinador.

O confronto pelas quartas de final entre Chile e Colômbia não foi o único desta Copa América com interferência direta do VAR. Em seus dois primeiros compromissos, a Venezuela não foi vazada graças ao recurso que anulou quatro gols nas partidas diante das seleções peruana e brasileira, que terminaram com o placar de 0 a 0. Na última quinta, no duelo entre Brasil e Paraguai, a arbitragem não marcou pênalti para a seleção de Tite, mas expulsou Balbuena após consulta ao recurso pela falta cometida fora da área.

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Antes de residência artística na Alemanha, Andrey Rossi expõe em São Bernardo

Com curadoria de Marcus Lontra, mostra ‘Sobre as Coisas do Mundo’ reflete o seu trabalho sobre a condição humana

“Nos alimentamos dos mortos. Estou em silêncio, permaneça em silêncio, tenho medo desse silêncio. Derradeiro silêncio.” A inscrição está presente na obra Solitude, do jovem artista paulista Andrey Rossi que, na sexta-feira, 28, ganhou a segunda mostra individual da carreira na OMA Galeria, em São Bernardo do Campo.

A grande novidade da mostra, intitulada Sobre as Coisas do Mundo, além das obras inéditas, é claro, é o fato de que Andrey tem ganhado cada vez mais visibilidade institucional em museus de todo o País. Nos últimos anos, suas obras estiveram em exposições na Funarte, em São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Na feira SP-Arte deste ano, uma obra de Andrey foi adquirida por um colecionador e doada para o Museu de Arte do Rio, o MAR. Em outra feira, a Art New York, ele teve também o seu trabalho exposto e, no próximo semestre, vai ganhar uma mostra individual em Nova York, na Galeria de Babel.

“Todo artista busca ter obra em instituições”, analisa Andrey. “É um selo de reconhecimento de que seu trabalho está tendo uma projeção e fazendo uma diferença”, acredita. Para ele, o fato de expor em feiras, neste início de carreira, é mais importante do ponto de vista de conseguir visibilidade do que, de fato, a parte comercial. “Neste momento, é mais importante ter a visibilidade de curadores do que o comércio.”

Para Andrey, a oportunidade que ele teve com o MAR mostra uma mudança de olhar das instituições. “Ficam muito fechadas nos artistas mais consagrados, que já não precisam tanto de holofote. Acho muito importante o olhar para artistas mais jovens. É uma passagem. A arte precisa dessa transição.”

Doutorando pela Universidade Estadual de Campinas, Andrey leva para a sua nova exposição individual trabalhos mais experimentais, fruto de sua pesquisa acadêmica. São trabalhos realizados ao longo do último ano. “Minha pesquisa ganhou novos desdobramentos e vejo novas potencialidades emergindo, algo que se relaciona com o atual momento em que vivemos.”

A mostra conta não apenas com as pinturas, como também Estranha Condição, feitas com tinta óleo sobre tela. A sala expositiva se torna uma grande instalação, com uma luz baixa. Já na entrada, há um vídeo, em preto e branco, e um desenho sobre um tecido, numa espécie de sudário.

Segundo Andrey, foi o vídeo que originou as pinturas. “O trabalho surgiu como um desdobramento de um experimento que fiz em vídeo, uma mídia que nunca tinha trabalhado”, explica. “Sou um pintor por essência, senti vontade de fazer uma série de pinturas que fossem fragmentos deste vídeo.”

A exposição, de acordo com o artista, tem o intuito de parecer mais minimalista. “Cada uma das obras tem muitos signos. Pensei em ter poucas justamente para não ficar congestionado.”

Para o curador da mostra, Marcus Lontra, o trabalho de Rossi é, principalmente, sobre a condição humana. “Andrey fala da fome, da tristeza e do abandono, mas sugere também a possibilidade da redenção”, analisa. “Nessa estranha condição humana, persiste um traço de beleza, um resquício de esperança.”

Andrey confessa que nunca havia pensado o seu trabalho desta forma, mas que concorda com as palavras do curador. “Faz sentido. Meu trabalho sempre falou sobre essas questões. Há a angústia, mas também a ternura, como um ponto de esperança.”

Segundo ele, o tema é um desdobramento da sua pesquisa de mestrado. “Foi sobre o peso da vida. Pensei que viver era uma carga muito pesada, dada por nós mesmos e pelo mundo acima de nós.”

A exposição, gratuita, fica em cartaz na OMA até agosto, mês em que Andrey Rossi embarca para a Alemanha, onde fará uma residência artística e já tem, pelo menos, cinco participações em exposições programadas, entre 2019 e 2020.

Serviço:

Sobre as coisas do mundo. OMA Galeria. Rua Carlos Gomes, 69 – São Bernardo do Campo/SP. Tel. 97153 -3107. 3ª a 6ª, 12 às 19h. Sáb. 10 às 15h. Gratuito. Até 10/8.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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‘Vou buscar o nocaute e ele vai ocorrer’, projeta Cigano para luta com Ngannou

Júnior Cigano sonha em se tornar dono de dois cinturões: o primeiro seria o dos pesos pesados no UFC (categoria até 120,2kg). Terceiro no ranking, o brasileiro irá lutar contra o camaronês Francis Ngannou, segundo, na madrugada deste sábado para domingo visando se credenciar para enfrentar o campeão – que pode ser Daniel Cormier, atual dono do cinturão, ou Stipe Miocic. Os dois se enfrentam no dia 17 de agosto.

O segundo cinturão que Cigano quer ter é um do boxe, luta na qual mira enfrentar um dos campeões atuais: Tyson Fury, Deontay Wilder ou Andy Ruiz Jr. Nesta entrevista ao Estado, o brasileiro comenta sobre a luta contra Ngannou, responde as provocações do próximo adversário, faz uma aposta para Cormier x Miocic e conta sobre seus planos para o futuro, seja em qual modalidade for.

Qual sua estratégia para a luta?

A minha estratégia, como sempre, é buscar o nocaute. Impor o meu jogo ali durante a luta e buscar o nocaute o tempo todo. O Ngannou é um cara perigoso, tem bastante poder de nocaute e vai vir para nocautear também, o que vai tornar a luta ainda mais interessante para os fãs. Mas estou me sentindo bastante confiante para esta luta, acredito que nas habilidades de boxe eu tenho bastante vantagem.

Você espera que a luta dure quantos rounds?

Acho que a luta tem potencial para acabar no primeiro round. Mas eu tenho uma capacidade de me manter constante ali durante a luta toda. Eu vou buscar esse nocaute e eu sei que em algum momento ele vai acontecer.

Nesta semana, o Ngannou afirmou que pretende lutar boxe no futuro. Você tem alguma estratégia específica para o momento da trocação na luta?

Acho que a sorte dele é essa, ele é muito forte e realmente tem muito poder de nocaute. Mas as habilidades dele no boxe são limitadas, porque o boxe não é só bater forte. Ele se movimenta pouco, se posiciona pouco, é bem limitado nisso e é esse lado que eu vou tentar explorar no sábado à noite. Se tudo correr como tem sido falado e como ele mesmo tem colocado, vai ser uma grande luta de trocação para todos e sem sombra de dúvida vai acabar em nocaute.

A luta deveria acontecer na próxima semana, mas foi adiantada por causa de lesão do Tyron Woodley, que iria lutar neste evento. Isto te atrapalhou em alguma coisa?

Na verdade, não. Uma semana é pouco tempo, não faz uma grande diferença no nosso treinamento. Eu posso falar por mim, que mantive uma boa preparação, me senti bem. Estou pronto para ir lá e colocar 100% de mim na luta.

Antes da luta, o Ngannou colocou em dúvida a sua faixa-preta no jiu-jítsu. O que você diria para ele sobre esse assunto?

Na minha opinião, ele foi bastante infeliz nesse comentário. Eu não ligo para o que os meus oponentes falam, já falaram muita besteira e continuam falando. Ele estava tranquilo, mas aí saiu com essa aí. Na minha opinião alguém mandou ele falar porque não é uma coisa que saia dele, até porque ele não tem gabarito nenhum para falar de jiu-jítsu, então por que eu deveria dizer alguma coisa? Agora, achei um desrespeito principalmente com o meu mestre, que me deu a faixa preta. Mas, como eu disse, isso não me afeta em nada.

Hoje, você é o terceiro no ranking dos pesados e o Ngannou é o segundo. Você espera uma luta pelo cinturão se vencê-lo?

Acredito que sim, até porque não teria para onde ir. O vencedor desse nosso confronto vai lutar pelo cinturão e é o que faz tudo ser ainda mais empolgante. É o meu principal objetivo, sem sombra de dúvida, ser o campeão novamente, mas eu também não estou com pressa para que isso aconteça. Não quero que as coisas aconteçam de qualquer jeito. Se tudo correr bem, eu vou conseguir uma vitória agora sobre o Ngannou e vou lutar com quem vencer entre o Cormier e o Miocic. Se eles marcarem logo, ótimo, vamos lutar pelo cinturão, se demorar demais, que marque outra luta porque a minha intenção é me manter ativo.

Você tem alguma aposta de quem vence a luta entre o Cormier e o Miocic?

Acredito que dessa vez o Miocic vai vir um pouco mais consciente das habilidades do Cormier e vai conseguir se impor. Meu palpite é o que o Miocic vai vencer a luta por nocaute técnico no terceiro round.

Tem mais alguém na categoria que você gostaria de enfrentar, além do Ngannou, do Cormier e do Miocic?

Ninguém específico. Eu quero enfrentar os melhores, independente de quem for o meu oponente eu vou estar preparado. Esse negócio de fechar a luta é com o UFC, que eles entendem melhor.

O Brasil, hoje, não tem nenhum homem como dono de cinturão, apenas mulheres. Você acha que pode iniciar uma boa fase dos homens brasileiros no UFC?

Ah, com certeza, não tenho dúvidas de que isso vai acontecer. Aliás, na próxima semana já temos a possibilidade do Marreta se tornar o campeão dos meio-pesados, mas, por outro lado, as mulheres também estão fazendo um excelente trabalho, a Amanda (Nunes) e a (Jéssica) Andrade estão tendo ótimas performances. A gente está bem de campeão.

Se você conseguir o cinturão, quais serão os seus próximos passos na carreira?

Sinceramente, o que mais tem passado na minha cabeça é que eu vou recuperar o cinturão e vou lutar com um campeão de boxe da atualidade, o Tyson Fury, o Deontay Wilder, ou mesmo o Andy Ruiz. Eu quero buscar esse desafio e acredito que o primeiro passo é recuperar o cinturão dos pesados, isso acontecendo eu desafio eles e vou na busca desses dois cinturões.

Por quê?

Eu sou um cara do boxe, sou um boxeador. E, assim, confio plenamente nas minhas habilidades no boxe. Se eu me dedicar só ao boxe, sem sombra de dúvida a minha performance vai ser muito elevada. Tenho certeza que eu posso fazer frente a todos eles que estão aí, o Tyson Fury que é o número 1 dos pesos-pesados do boxe hoje, está sem cinturão mas é o número 1, Deontay Wilder que é o campeão da WBC e o Andy Ruiz que é o dono dos outros cinturões. Qualquer um deles eu acho que seria um grande desafio.

Você tentou fazer isso no passado?

Um tempo atrás, quando eu fui campeão, desafiei o Wladimir Klitschko para uma luta de boxe. Mas eu não tinha tanto poder de promoção, então não me deram atenção. Acho que isso vai mudar agora, principalmente porque tanto o Deontay Wilder quanto o Tyson Fury são caras que não negam lutas. Acho que vou conseguir uma grande luta que todos gostariam de ver. Vou ser campeão do UFC e essa vai ser uma superluta contra um campeão do boxe.

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