domingo, 1 de dezembro de 2019

Sem sua torcida, Flamengo encara o Palmeiras em jogo marcado pela rivalidade

Campeão com antecipação e autoridade, o Flamengo enfrenta o Palmeiras neste domingo, às 16 horas, no Allianz Parque. O duelo poderia ser direto na briga pelo título, mas o time rubro-negro sobrou no torneio e o rival alviverde se mostrou incapaz de brigar pela taça neste ano.

Com o troféu garantido, o Flamengo busca bater recordes no Brasileirão. Com 84 pontos, já é a equipe que alcançou a maior pontuação na história do formato atual da competição. Busca, assim, outras marcas, como maior invencibilidade, melhor saldo e menos derrotas. O time de Jorge Jesus também usa os jogos que restam para preparar a equipe para a disputa do Mundial de Clubes. A estreia no torneio continental está marcada para 17 de dezembro.

O jogo terá torcida única por determinação da CBF, que acatou a recomendação do Ministério Público de São Paulo de que a partida só tenha a presença de palmeirenses por questões de segurança. O órgão alega que obteve com a Polícia Militar informações de brigas marcadas pela internet e emboscadas organizadas para atacar ônibus de flamenguistas.

A medida é inédita no Brasileiro quando se trata de encontro de times de estados diferentes. Em São Paulo, a torcida única existe desde 2016, mas apenas para clássicos entre clubes locais, independentemente da competição.

A rivalidade entre os clube se acirrou nos últimos anos à medida em que os dois disputaram títulos. O Palmeiras vinha levando a melhor. Neste ano, no entanto, o panorama mudou e o Flamengo comemorou duas taças em menos de 24 horas, enquanto seu rival paulista terminará o ano sem taças. No primeiro turno, os comandados de Jesus venceram por 3 a 0. Horas depois, o técnico Felipão foi demitido.

O Flamengo entrará em campo com duas exceções. Uma delas é o zagueiro Pablo Marí, que viajou à Espanha para renovar seu passaporte. Ele já não atuou na goleada de 4 a 1 sobre o Ceará em razão de um problema no tornozelo. Na ocasião, foi substituído por Rhodolfo, o favorito a atuar ao lado de Rodrigo Caio novamente. Rodrigo Caio, aliás, sofreu uma pequena fratura no nariz no último jogo, mas está apto a jogar. Ele deve entrar em campo com uma máscara de proteção.

Com dores no joelho, o meia Everton Ribeiro virou desfalque no Flamengo. O atacante Vitinho, em alta pela boa atuação na goleada por 4 a 1 diante do Ceará, na qual marcou o último gol do time, e o jovem meio-campista Reinier são as opções do técnico Jorge Jesus para ficar com a vaga do capitão.

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Com nervos à flor da pele, Palmeiras busca ‘carimbar faixa’ do Flamengo

Um jogo com o Campeonato Brasileiro já decidido tem a expectativa de ser um dos mais tensos e carregados de rivalidade. Mesmo com o título assegurado, o Flamengo visita neste domingo o Palmeiras, às 16 horas, no Allianz Parque, em uma partida marcada pela polêmica adoção da torcida única e pelas frequentes provocações entre os dois clubes.

A rixa cada vez mais acirrada entre as duas equipes extrapolou o âmbito de torcidas, jogadores e dirigentes para se tornar um problema de segurança pública em São Paulo. Depois de a Polícia Militar detectar o risco de brigas de organizadas e emboscadas a ônibus, o Ministério Público de São Paulo recomendou que o jogo seja disputado sem a presença de torcida visitante.

A CBF acatou o pedido e irritou profundamente o Flamengo. Em nota oficial, a diretoria do time carioca defendeu que a partida seja disputada com os portões fechados. “A não permissão da convivência de rubro-negros e alviverdes decreta a falência da segurança pública e a morte da cultura de arquibancada do futebol brasileiro”, diz o texto. O Palmeiras não se manifestou.

A tensão entre os clubes começou a se intensificar em 2016. Naquele ano, os dois foram concorrentes diretos ao título brasileiro e tiveram encontros tumultuados. O jogo com mando de campo do Flamengo foi em Brasília e teve briga de torcidas. A temporada marcou ainda as piadas sobre o “cheirinho”, expressão utilizada pelos rubro-negros para expressar o otimismo pelo título.

A animosidade aumentou em 2017, quando seis jogadores foram expulsos em partidas no Allianz Parque. No ano passado, o Palmeiras garantiu o título nacional ao bater o Vasco, no Rio. No retorno para São Paulo os jogadores passaram em frente à loja oficial do Flamengo no Aeroporto Santos Dumont e gravaram vídeo para tirar sarro.

REVANCHE – A relevância do encontro com o Flamengo fez o técnico do Palmeiras, Mano Menezes, poupar alguns titulares na partida de quinta-feira, contra o Fluminense. A equipe alviverde luta para terminar na segunda posição da tabela e trava disputa direta com o Santos. Mas a motivação vai além. O jogo serve para “carimbar a faixa” do rival.

No primeiro turno o encontro entre os dois terminou 3 a 0 para o Flamengo, no Maracanã. O resultado causou no dia seguinte a demissão do técnico Luiz Felipe Scolari.

“É importante ressaltar que as duas equipes pouparam, os dois têm preocupação pelo jogo de domingo. O Flamengo também tem. Se não tivesse, não pouparia (contra o Ceará)”, avaliou. Caso não perca para o Palmeiras, o Flamengo vai acumular 23 jogos de invencibilidade no Brasileiro e igualar o recorde obtido pelo time alviverde no ano passado.

O Palmeiras tem usado as rodadas finais do Brasileiro para avaliar possíveis mudanças no elenco para 2020. Nos últimos dias, a diretoria já sinalizou o plano de promover garotos da base e deve negociar o volante Thiago Santos ao FC Dallas, dos Estados Unidos. A negociação deve ser a primeira de um pacote de novidades.

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MSVia retomará a cobrança do valor anterior do pedágio à zero hora de 1/12

A CCR informa que retomará a cobrança anterior da tarifa de pedágio em praças da concessionária MSVia na BR-163 a partir da zero deste domingo, 1º de dezembro. Na última terça-feira, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) havia determinado por processo administrativo que a MSVia deveria aplicar a redução de 53,94% da tarifa básica.

Agora, a empresa avisa que voltará a cobrar os valores anteriores após decisão sobre agravo de instrumento interposto perante o Tribunal Regional Federal da 1a Região suspendendo os efeitos da deliberação 1025 da ANTT, “até que sejam apreciados os conflitos decorrentes do desequilíbrio contratual pelo juízo arbitral”.

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sábado, 30 de novembro de 2019

Witzel encaminha projeto de lei para criar modelo de escola cívico-militar no Rio

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), encaminhou na última terça-feira, 26, à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) um projeto de lei (PL) que cria o modelo de Unidade Escolar Cívico-Militar, com gestão compartilhada entre a Secretaria de Estado de Educação e “órgãos militares e/ou órgãos de segurança pública”.

Até agora, já foram firmadas parcerias com a Polícia Militar e com os bombeiros do Rio, que serão colocadas em prática assim que for dado o aval dos deputados. Também a Polícia Civil demonstrou interesse em fazer parte do projeto, e deverá ser integrada, segundo secretário de Educação do Estado, Pedro Fernandes, que não descarta a inclusão do Exército.

O plano do governo estadual é abrir 30 escolas cívico-militares em 2020 e continuar nesse ritmo, ano a ano, até chegar às 92 unidades com as quais Witzel se comprometeu durante o período de campanha eleitoral, como informou o secretário de Educação, Pedro Fernandes.

“Que fique claro que esse é apenas um dos modelos de escola planejados pelo governo do Estado, não será o único. Para ninguém pensar que a gente está dando um foco que não existe”, disse o secretário.

Pela redação do PL encaminhado à Alerj, a criação de cada escola cívico-militar ficará a cargo do governador, mas caberá à Secretaria de Educação firmar parcerias e convênios com “os órgãos militares e/ou órgãos de segurança pública, com o objetivo de efetivar a implantação e garantir o funcionamento” das escolas. O modelo proíbe a “reserva de vagas para dependentes de militares ou policiais”.

A meta de criar de 30 escolas no modelo trata apenas de novas unidades. Para isso, além da construção de novos prédios, o governo fluminense conta com espaços cedidos pela prefeitura e de colégios estaduais fechados e inutilizados. Nenhuma escola em funcionamento será convertida.

Ao definir o modelo de escola cívico-militar, o PL enviado pelo governo estadual estabelece regras para a gestão compartilhada das unidades educacionais. À Secretaria de Educação caberá as gestões administrativa e pedagógica, sempre “exercida por servidores da carreira do magistério público estadual”, enquanto o órgão militar e/ou órgão de segurança pública atuará na “gestão disciplinar”. Nada impede, no entanto, que as instituições de segurança também levem seus próprios professores.

“Caberá ao órgão militar e/ou órgão de segurança pública a difusão de valores humanos e cívicos e a avaliação será baseada nos padrões das Unidades de Ensino Cívico Militar, sendo exercida pela supervisão escolar e em paralelo pelo apoio técnico”, diz um trecho da nova lei proposta pelo governo.

As regras estabelecem ainda que “não há hierarquia entre as esferas de gestão das Unidades Escolares Cívico-Militares, que atuarão de maneira autônoma e idependente, conforme suas atribuições, e buscarão sempre a mútua colaboração”.

Na justificativa para propor o PL, o governador Witzel defende o modelo de escola cívico-militar. “O aprimoramento pretendido utiliza como referência os Colégios Militares, que são reconhecidos de forma pública e notória como sistema de ensino de sucesso, com destaque para o bom rendimento nos alunos nas provas e exames nacionais”, diz o texto.

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Ministro nega soltura a ‘operador administrativo’ de propinas de Sérgio Cabral

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Sebastião Reis Júnior negou soltura ao ex-secretário de Governo do Rio Wilson Carlos, condenado por ser o ‘operador administrativo’ de propinas do ex-governador Sérgio Cabral. Ele foi preso e condenado na Lava Jato no âmbito da Operação Calicute e denunciado em novembro do ano passado pelo Ministério Público estadual.

Segundo a procuradoria, Wilson Carlos teria cometido corrupção ativa em crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012. O processo corre em sigilo. Em novembro de 2018, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio manteve a prisão do ex-secretário, levando o caso ao STJ.

A defesa do ex-secretário alega que ele se encontra detido há mais de 376 dias em situação de ‘ausência de fundamentação concreta’ para prisão preventiva.

O ministro Sebastião Reis Júnior, no entanto, negou o habeas corpus sob alegação de que, apesar de não ocupar mais cargo público, Wilson Carlos tentou interferir nas investigações federais, o que motiva a manutenção de sua prisão preventiva.

“Embora não mais ocupe cargo público desde 2014, sabidamente tentou interferir nas investigações e no desenrolar da ação penal, além de ser intermediário, cooptador de mais associados e encarregado de receber a propina em espécie, com poderes de ocultação e dissimulação, sendo certo que sua soltura poderia facilitar a ocultação dos recursos desviados que ainda estejam nas contas da quadrilha dentro do Brasil e no exterior”, afirma o ministro.

Na decisão, o ministro solicitou informações ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro sobre o processo e encaminhou os autos para o Ministério Público Federal. O mérito do pedido de Wilson Carlos deverá ser julgado pelos ministros da Sexta Turma do STJ.

Lava Jato. Além da denúncia estadual, Wilson Carlos foi condenado na Lava Jato a 34 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A sentença proferida pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, acusou o ex-secretário de ser ‘o principal articulador nos esquemas ilícitos coordenados’ por Cabral.

Wilson Carlos teve uma segunda preventiva decretada por Bretas ao ser condenado. Ele recorreu e obteve ordem de soltura do ministro Gilmar Mendes, que condicionou sua saída da prisão à inexistência de outras condenações. Como o ex-secretário respondia outros processos, ele permaneceu na cadeia.

O ex-secretário teria recebido propina de 5% do valor faturado na construção de obras de expansão do metrô em Copacabana, reforma do Maracanã para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e para a Copa do Mundo de 2014, além de obras no Mergulhão de Caxias, Arco Metropolitano e contratos do PAC Favelas.

COM A PALAVRA, WILSON CARLOS

A reportagem busca contato com o ex-secretário de governo Wilson Carlos. O espaço está aberto a manifestações

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