terça-feira, 30 de abril de 2019

Sasha pode ser mantido no time do Santos com suspensão de Derlis González

O Santos tem um desfalque certo para o duelo com Fluminense, quinta-feira, na Vila Belmiro, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Expulso ao fim da vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio, domingo, em Porto Alegre, o atacante paraguaio Derlis González está suspenso, o que poderá abrir oportunidade para Eduardo Sasha se manter na equipe.

Na Arena do Grêmio, o técnico Jorge Sampaoli optou pela escalação de um time misto, deixando Derlis, costumeiramente titular, como opção no banco de reservas. Aos 22 minutos do segundo tempo, o treinador acionou o paraguaio. Ele entrou no lugar de Sasha, mas foi expulso pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo após o fim do duelo. Momentos antes, havia sido advertido com o amarelo.

De acordo com a súmula divulgada no site da CBF, Derlis recebeu o vermelho por reclamações excessivas. “Após o término da partida, fui informado pelo árbitro assistente número 01, senhor Rodrigo Correa, que o atleta supracitado expulso disse as seguintes palavras em direção ao mesmo: “Vai tomar no c*!”. Convém destacar que o árbitro assistente sentiu-se ofendido com tal ofensa e informou-me imediatamente. Informo que, após a expulsão, o jogador expulso continuou protestando repetindo a ofensa citada e batendo palmas de maneira irônica quanto a decisão da arbitragem de expulsá-lo, sendo contido por seus companheiros”, escreveu o árbitro.

A função de comando do ataque do Santos costuma ficar com Derlis ou Jean Mota no Santos com Sampaoli. Assim, há chance de Sasha ser mantido na escalação para o confronto com o Fluminense, exercendo a função de “falso 9”, ainda mais após marcar o seu primeiro gol na temporada em 11 jogos disputados. Além disso, quando Derlis estava na seleção paraguaia, nas Datas Fifa de março, Sasha começou jogando os dois duelos do time nesse período, ambos contra o Red Bull Brasil, pelas quartas de final do Paulistão.

“Temos que concentrar para o próximo jogo, não importa que é em casa. Fluminense vai vir para buscar o resultado. Temos que conseguir o resultado em casa para fazer valer a vitória fora”, afirmou Sasha, que só começou jogando cinco jogos em 2019.

Mas Sampaoli também tem diversas outras opções para escalar o setor ofensivo do Santos, sendo que Rodrygo e Jean Mota são presenças quase certas, de acordo com as últimas formações utilizadas pelo treinador. Nomes como Soteldo, Cueva e até o lateral Jorge, atuando mais avançado, podem ganhar chance com o argentino.

Sampaoli terá dois treinos para definir a formação do Santos para o duelo com o Fluminense. As atividades serão realizadas às 16 horas desta terça-feira e também da quarta.

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Imperador Akihito abdica e Japão dá início a ‘nova era’

TÓQUIO, 30 ABR (ANSA) – Após 30 anos, chegou ao fim nesta terça-feira (30) o reinado do imperador japonês, Akihito, que abdicou ao trono a favor de seu filho mais velho, o príncipe herdeiro Naruhito.   

Começa a partir de amanhã, então, uma nova era imperial no Japão, chamada de “Reiwa” (bela harmonia). A de Akihito tinha sido batizada de Heisei (“realização da paz”).   

Hoje com 85 anos de idade, Akihito comentava desde 2016 que deixaria o posto por motivos de saúde. Foi a primeira vez em 200 anos que um imperador japonês se afastou do cargo em vida. Como a Lei da Casa Imperial diz que o imperador deve reinar até a morte, a abdicação só foi possível graças a uma medida aprovada pelo governo japonês a pedido do próprio Akihito.   

Seu reinado ficou marcado por gestos de benevolência como seu pedido de desculpas pelas atitudes do Japão durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).   

A cerimônia oficial de abdicação ocorreu no Palácio Imperial de Tóquio. “Agradeço o povo japonês pelo apoio e espero que a nova era seja estável e cheia de notícias boas”, disse Akihito em seu último discurso. No Japão, o imperador não governa de fato, função exercida pelo primeiro-ministro, que atualmente é Shinzo Abe. Com isso, o monarca é apenas um representante simbólico do Estado, posição ordenada desde 1947, quando entrou em vigor a nova Constituição do país. O Japão, porém, tem uma das monarquias mais antigas do mundo, de mais de 2 mil anos, e os imperadores já atuaram ativamente no governo em diversas épocas.   

A cerimônia de sucessão do príncipe Naruhito ocorrerá amanhã (1). Ele assumirá o posto por ser o primeiro filho do sexo masculino na linha de sucessão, pois as leis impedem que uma mulher exerça a função.   

Akihito e sua esposa, Michiko, deixarão em breve o Palácio Imperial e passarão a morar em um edifício de Togu, em Tóquio, onde atualmente vive o príncipe Naruhito. (ANSA)

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Israel reduz a zona de pesca em Gaza após disparo de foguete

Israel reduziu nesta terça-feira a zona de pesca autorizada de 15 milhas náuticas a seis no litoral da Faixa de Gaza, território palestino submetido a um bloqueio israelense, depois do disparo de um foguete deste território em direção ao Estado hebreu.

O território palestino sofre um bloqueio aéreo, terrestre e marítimo há mais de uma década.

Desde abril, Israel havia ampliado a zona de pesca para 15 milhas náuticas, a maior distância autorizada em anos.

Os limites além dos quais a marinha israelense aborda ou atira contra as embarcações palestinas variam dependendo das tensões. Nos últimos anos, a zona de pesca chegou a ser reduzida para três milhas náuticas.

Esta nova restrição à pesca permanecerá em vigor “até novo aviso”, de acordo com as autoridades israelenses.

A decisão foi tomada depois que um foguete foi lançado de Gaza na noite de segunda-feira, segundo um porta-voz do ministério da Defesa. O foguete caiu no Mar Mediterrâneo, a poucos quilômetros da costa israelense.

Uma fonte militar israelense acusou a Jihad Islâmica, a segunda força armada do enclave, de disparar o foguete.

De acordo com o sindicato de pescadores de Gaza, a zona de pesca foi estendida de 1 a 15 milhas ao sul, perto da fronteira com o Egito. Era de 12 milhas ao centro e 6 milhas ao norte, perto da fronteira israelense.

Quinze milhas é a maior distância autorizada por Israel em anos, uma área inferior às 20 milhas estabelecidas pelos acordos de Oslo, de acordo com a porta-voz de Gisha, Miriam Marmur, uma ONG que trabalha pela defesa da liberdade de movimento dos palestinos.

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Pfizer tem alta no lucro líquido a US$ 3,884 bilhões no 1º trimestre

A Pfizer registrou lucro líquido de US$ 3,884 bilhões no primeiro trimestre, com alta de 9% ante o resultado de US$ 3,561 bilhões registrado em igual período do ano passado. O lucro por ação ajustado da empresa subiu a US$ 0,85, de US$ 0,75 anteriormente, ante expectativa de US$ 0,75 dos analistas ouvidos pelo FactSet.

A receita da farmacêutica cresceu 2% na comparação anual, a US$ 13,118 bilhões no primeiro trimestre. Após o balanço, o papel da Pfizer subia 1,45% no pré-mercado em Nova York, às 8h03 (de Brasília).

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Rio: MPF pede suspensão de registros de armas na Baixada com ‘pico de homicídios’

O Ministério Público Federal (MPF) recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para que a Polícia Federal não registre armas na Baixada Fluminense “enquanto não houver critérios para aplicar regras previstas no Decreto 9.685/2019 que flexibilizou o registro, posse e comércio de armas”. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal na 2.ª Região (RJ/ES) – Processo nº 5003042-90.

O Ministério Público Federal quer evitar que “essa flexibilização na análise e concessão de novos Certificados de Registro de Armas de Fogo (CRAF) tenha impacto desproporcional na população da região, que tem altos índices de mortes violentas (56 por 100 mil habitantes), das quais 71,2% por homicídio”.

No ano passado, a região teve um aumento de 7,4% nos homicídios em relação a 2017. Em manifestações expedidas para o TRF-2, o Ministério Público Federal ressaltou que “é relevante e urgente suspender a concessão de CRAFs na Baixada Fluminense devido tanto aos altos índices de violência local como à desproporcionalidade do impacto de reversão do desarmamento sobre grupos pobres e negros, que concentram a maior parcela de vítimas de homicídios, segundo dados oficiais de segurança pública”.

“O perigo de dano reside no fato de que a não observância dos parâmetros legais de controle na posse de armas pode acarretar o incremento de possuidores de armas de fogo sem prévia análise individualizada, com o risco de provocar o incremento do número de homicídios e a impactos desproporcionais sobre aqueles grupos sociais”, sustentou o Ministério Público Federal após ter o pedido liminar negado.

Decisões anteriores

A 2ª Vara Federal de Nova Iguaçu, ma Baixada Fluminense, tinha negado o pedido para suspender de imediato a emissão de novos CRAFs na Polícia Federal local e o recurso contra a decisão será julgado pela 6ª Turma do Tribunal.

Inicialmente, o pleito do Ministério Público também foi negado em uma decisão individual no TRF-2.

Para o Ministério Público Federal na 2ª Região (RJ/ES), “a promessa eleitoral de reverter a política de redução de armas foi chancelada pelo voto popular, mas seu cumprimento deve respeitar o devido processo legislativo, sob pena de flagrante vulneração da separação dos poderes”.

Ao pedir que o tribunal reconsidere a decisão individual do relator do processo, a Procuradoria argumentou que “não se pode levar em conta o Decreto de 2019 nos próximos CRAFs porque ele seria contrário a premissas da Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), havendo assim o avanço do Executivo sobre a competência do Legislativo”.

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