domingo, 29 de setembro de 2019

Goo Goo Dolls faz show decente de rock sem depender de Iris

Quando uma banda lança um sucesso tão grande quanto Iris, a música que levou o Goo Goo Dolls ao estrelato em 1998, é comum que se associe todo o resto do trabalho a esse momento específico. Mas pela primeira vez no Brasil, depois de uma turnê em algumas cidades com o Bon Jovi, a banda americana provou ser capaz de encantar uma plateia imensa sem necessariamente ficar presa ao hit incontornável.

Claro que Iris, a última canção do set, ainda é a apoteose de uma apresentação, mas mesmos músicas mais novas, do recém lançado disco Miracle Pill (2019), trazem ao Rock in Rio o rock de estádio que o público, menos volumoso neste domingo do que nos outros dias do festival, espera.

Em entrevista à reportagem nas vésperas do festival, o vocalista John Rzeznik disse entender o tipo de vibração que o festival esperava dele, mas confessou não estar acostumado a audiências tão grandes. Na performance no Palco Mundo, porém, a banda não deu sinais em falso: uma apresentação de rock respeitável e consistente com a trajetória de uma banda que tem uma carreira pouco reconhecida em detrimento de um hit.

Embora o vocalista tenha uma postura de rock star, é o baixista Robby Takac quem rouba a cena no palco, pulando muito e mostrando que está realmente se divertindo ali. É ele quem canta Bringing on the Night, de 2013.

Rzeznik começa Iris irônico: “então vocês sabem essa?!”. A canção ganhou o status de clássico do rock FM por um motivo: é linda. Feita sob medida para a trilha sonora de Cidades do Anjos (o filme de 1998 com Nicolas Cage, remake do clássico atemporal de Win Wenders). Uma chuva fina cai na Cidade do Rock justo nessa hora, como que para coroar o show.

Outros sucessos como Broadway e Slide (também do disco de 1998, Dizzy Up The Girl) também são recebidos com atenção. Embora o domingo do Rock in Rio tenha começado com as cantoras brasileiras, o Goo Goo Dolls abriu caminho para as apresentações mais roqueiras do dia, com Dave Matthews Band e Bon Jovi ainda por subir ao palco Mundo.

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Após vencer Palmeiras, técnico do Flu é cauteloso sobre efetivação

A vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio pode não ser o suficiente para garantir Marcão no comando do Fluminense. O próprio técnico interino ainda não pensa diretamente sobre a possibilidade. Chegar aos 22 pontos e ficar mais uma rodada fora da zona do rebaixamento, por enquanto, é um alívio. Sobre ser efetivado no cargo, Marcão adota a cautela.

“Vamos continuar no dia a dia. Terça-feira trabalhamos, quarta também. Se vier o jogo no fim de semana estaremos preparados para passar tudo que for possível aos jogadores. Vamos esperar durante a semana”. 

Marcão deixou bem claro após o jogo deste domingo (29) que ainda não foi procurado pela diretoria do Tricolor para uma possível efetivação no cargo de técnico. Porém, ao ser questionado se tem condições de levar o Flu pelo menos até o fim do Campeonato Brasileiro, Marcão mostrou confiança.

“Quando você trabalha no Fluminense tem que estar preparado. A gente vem estudando bastante, fazendo algumas viagens, converso diariamente com o Thiago Silva e com o Marcelo, que são as pessoas que dão referência de tudo o que está acontecendo lá fora. Isso nos dá capacidade de estar aqui ajudando os nossos companheiros no dia a dia”.

O Fluminense de Marcão entrou em campo com escalação diferente da que Oswaldo de Oliveira vinha adotando. Allan foi o único volante e Daniel voltou a jogar no meio ao lado de Paulo Henrique Ganso e Nenê. O técnico interino explicou o motivo de ter alterado a equipe.

“Eles fizeram esse jogo durante sete ou oito meses, é característica da nossa equipe. Por isso optamos pelo Daniel, que já vinha fazendo esse papel há bastante tempo, com o jogo aproximado, o jogo apoiado. Jogando em casa, diante do nosso torcedor eu optei por essa formação e é bom ver o Fluminense jogando dessa forma. Precisamos de atenção nos detalhes, como a perda da bola, atenção ao posicionamento, mas é o tipo de jogo que a gente quer ver o Fluminense fazendo”.

O elenco tricolor ganhou folga nesta segunda-feira (30) e tem o restante da semana de treino para enfrentar o Botafogo, domingo, 16h, no Estádio Nilton Santos, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

 

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De virada, Atlético-MG acaba com longa série negativa e deixa jejum para o Ceará

O Atlético-MG enfim deu um fim à longa e sofrida série de seis derrotas no Campeonato Brasileiro. No estádio Independência, em Belo Horizonte, neste domingo, pela 22.ª rodada, o time mineiro superou o Ceará, de virada, por 2 a 1 e voltou a respirar na competição, repetindo o placar obtido no primeiro turno em Fortaleza e mantendo o mau momento do time cearense, que, por sua vez, completou oito jogos sem vencer.

Em jogo de pouca técnica e muita correria, a equipe do técnico Rodrigo Santana chegou à vitória com gols de Otero e Luan, ambos marcados no segundo tempo. Thiago Galhardo abriu para os cearenses no final da primeira etapa, em pênalti bastante contestado pelos atleticanos.

O triunfo depois de tantas rodadas de “seca” fez com que o clube de Belo Horizonte finalmente atingisse a marca dos 30 pontos no Brasileirão, ainda em 10.º lugar na tabela de classificação. Já a equipe de Fortaleza estacionou nos 23, em 14º, e vê os adversários que lutam contra o descenso se aproximarem perigosamente.

Sem outra alternativa a não ser buscar a vitória a todo custo, Rodrigo Santana optou outra vez por uma escalação com apenas um volante, Nathan, dando liberdade a Elias, Cazares, Luan e Chará para encostar no atacante Di Santo. Porém, visivelmente nervosa devido à péssima sequência de resultados e uma certa má vontade dos torcedores, a equipe da casa teve dificuldades para construir jogadas.

Do outro lado, mesmo não vivendo o seu melhor momento no ano, o Ceará parecia mais centrado, fazendo a bola rolar de forma eficiente quando contava com sua posse. Parecia esperar pacientemente por uma chance que demorou a acontecer.

Atabalhoado em campo e sem conseguir impor o seu ritmo à partida, o time mineiro ainda foi obrigado a realizar a sua primeira mudança logo aos 23 minutos, após Chará sentir a coxa direita e ser substituído para a entrada de Otero.

Enquanto isso, os comandados do técnico Enderson Moreira continuavam a ganhar terreno no campo de ataque, buscando os buracos deixados pela defesa mineira entre a primeira e a segunda linha de marcação, especialmente na velocidade de Mateus Gonçalves e Lima. Ainda assim continuavam sem ser incisivos, arriscando o primeiro chute a gol apenas aos 32 minutos, com Lima isolando a bola.

A estratégia do Ceará no primeiro tempo mostrou-se bem sucedida aos 40 minutos, quando o árbitro paranaense Paulo Roberto Alves Junior viu um pênalti de Igor Rabello em Felippe Cardoso. O atacante do Ceará furou a bola e, para a arbitragem, com a confirmação do VAR, o defensor atleticano acertou o adversário de forma faltosa com um carrinho.

Na cobrança, efetivada três minutos depois, Thiago Galhardo deslocou o goleiro Cleiton para abrir o marcador no estádio Independência, deixando a torcida do Atlético-MG ainda mais furiosa com o resultado e o mau desempenho da equipe. Na saída para o túnel no intervalo, Rodrigo Santana foi um dos mais xingados.

Com mais objetividade na volta para o segundo tempo, os anfitriões, enfim, conseguiram impor uma pressão, chegando com mais jogadores de forma simultânea à defesa do time nordestino. E foi assim que o empate saiu. Cazares tocou de calcanhar para o zagueiro Réver, que acertou uma bomba na trave esquerda de Diogo Silva. Com o goleiro cearense batido, no rebote Otero bateu para o gol vazio para deixar tudo igual, aos oito minutos.

O gol fez com que o Ceará se retraísse ainda mais no duelo. Sem grandes ameaças à sua retaguarda, Rodrigo Santana pôs em campo o jovem Bruninho no posto de Elias. O volume da equipe da casa continuava grande, mas sem grandes oportunidades de gol.

Até que aos 35 minutos teve fim a agonia atleticana no confronto. Di Santo recebeu na esquerda e cruzou na segunda trave para Réver, que concluiu para a defesa parcial de Diogo Silva. Na sobra, o próprio capitão do time rolou para Luan, que, livre próximo à pequena área, marcou o gol do desafogo, dele e do Atlético-MG, uma vez que ainda não havia marcado no campeonato.

Um pouco mais aliviado na próxima rodada, o Atlético-MG terá de encarar o vice-líder Palmeiras no estádio Allianz Parque, em São Paulo, no próximo domingo, às 16 horas. No mesmo dia e horário, o Ceará tentará encerrar o seu jejum diante do Goiás, na Arena Castelão, em Fortaleza.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG 2 x 1 CEARÁ

ATLÉTICO-MG – Cleiton; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Nathan, Elias (Bruninho), Cazares (Vinícius), Luan e Chará (Otero); Di Santo. Técnico: Rodrigo Santana.

CEARÁ – Diogo Silva; Samuel Xavier (Wescley), Valdo, Tiago Alves e João Lucas; Fabinho, Ricardinho, Thiago Galhardo e Lima (Cristovam); Mateus Gonçalves (Felipe Baxola) e Felippe Cardoso. Técnico: Enderson Moreira.

GOLS – Thiago Galhardo (pênalti), aos 42 minutos do primeiro tempo; Otero, aos 8, e Luan, aos 35 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Samuel Xavier e Felippe Cardoso (Ceará).

ÁRBITRO – Paulo Roberto Alves Junior (PR).

RENDA – R$ 47.121,00.

PÚBLICO – 6.131 torcedores.

LOCAL – Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG).

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Sem inspiração, Athletico-PR só empata em casa contra a lanterna Chapecoense

Ainda sob o impacto da conquista do título inédito da Copa do Brasil, o Athletico-PR deu a primeira decepção à sua torcida ao empatar contra a Chapecoense por 1 a 1, neste domingo, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela 22.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar do maior volume de jogo, o time paranaense não esteve em uma noite inspirada e pecou demais nas finalizações. Com isso, soma 31 pontos em nono lugar. Do outro lado, o time de Santa Catarina aparece com 15 pontos, ainda na lanterna, embora tenha comemorado o empate conquistado longe de casa.

Aos gritos de campeão, o melhor time da Copa do Brasil iniciou o jogo em cima da Chapecoense. Na base da pressão. Aos três minutos, Bruno Guimarães perdeu a primeira chance. Aos 10, o visitante perdeu o atacante Dalberto, machucado, para a entrada de Arthur Gomes. Aos 14, nova investida atleticana e após cruzamento de Nikão quem chutou foi Marcelo Cirino, mas em cima da defesa. A bola saiu em escanteio.

Quando o gol parecia maduro, quem abriu o placar foi o time catarinense. Elicarlos cobrou falta rapidamente no meio de campo, acionando Bruno Pacheco pelo lado esquerdo. O cruzamento saiu em direção à área, onde Arthur Gomes apareceu para completar aos 30 minutos.

Mais do que nunca, o time paranaense se atirou ao ataque e criou chances. Aos 34 minutos, Marcelo Cirino chutou nas redes pelo lado de fora. Aos 40, Nikão até completou para as redes de cabeça, porém estava impedido. A melhor chance saiu aos 47, quando Nikão cruzou e Léo Cittadini bateu de primeira, exigindo grande defesa do goleiro Tiepo.

No segundo tempo, o time da casa manteve o seu ritmo intenso em busca do gol. Logo aos três minutos, Nikão pegou bem de voleio e a bola explodiu no travessão. Ele parecia predestinado a marcar um gol, que saiu aos 11. Bateu falta da intermediária, a bola passou no meio da barreira e ainda tocou nas mãos de Tiepo antes de entrar. Pareceu uma falha na formação da barreira.

Agora a missão era buscar a virada. O Athletico-PR manteve o ritmo forte, sem dar espaços para o visitante. O ataque foi reforçado com a entrada do argentino Marco Rubén no lugar do volante Wellington. Nesta mudança, Nikão recua um pouco para ajudar o meio de campo.

Apesar da pressão, o Athletico-PR errava muitos nas finalizações. Mas quase virou o placar aos 38 minutos. Após escanteio, Marco Rubén subiu de cabeça e acertou a trave. A última chance saiu dos pés do garoto Pedrinho, que tinha substituído Rony. Ele passou por dois adversários, invadiu a área e parecia que marcaria um golaço. Mas o chute saiu por cima do travessão.

O Athletico-PR volta a campo no próximo sábado, às 19 horas, diante do Bahia, na Arena Fonte Nova, em Salvador. A Chapecoense vai enfrentar o Corinthians, nesta quarta-feira, na Arena Condá, em Chapecó (SC), às 19h15, em jogo adiado da 21.ª rodada por causa da participação do time paulista na Copa Sul-Americana.

FICHA TÉCNICA

ATHLETICO-PR 1 X 1 CHAPECOENSE

ATHLETICO-PR – Santos; Madson, Lucas Halter, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington (Marco Rubén), Bruno Guimarães e Léo Cittadini (Everton Felipe); Nikão, Rony (Pedrinho) e Marcelo Cirino. Técnico: Tiago Nunes.

CHAPECOENSE – Tiepo; Eduardo, Douglas, Rafael Pereira e Roberto; Márcio Araújo, Elicarlos, Camilo (Augusto) e Bruno Pacheco (Renato Kayser); Dalberto (Arthur Gomes) e Everaldo. Técnico: Marquinhos Santos.

GOLS – Arthur Gomes, aos 30 minutos do primeiro tempo; Nikão, aos 11 minutos do segundo tempo.

CARTÃO AMARELO – Elicarlos (Chapecoense).

ÁRBITRO – Thiago Duarte Peixoto (SP).

RENDA – R$ 225.265,00.

PÚBLICO – 13.669 torcedores.

LOCAL – Arena da Baixada, em Curitiba (PR).

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Incêndio deixa vítimas em campo de migrantes na Grécia