quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Samsung lucra 6,29 tri de wons no 3º TRI, queda de 52,2% na comparação anual

A Samsung Electronics informou que registrou líquido de 6,29 trilhões de wons no terceiro trimestre, queda de 52,2% na comparação com igual período do ano passado. A receita da companhia, por sua vez, ficou em 62 trilhões de wons, recuo de 5,2% na mesma comparação.

O lucro operacional da empresa foi de 7,78 trilhões de wons, baixa de 55,7% na comparação com igual período de 2018. Fonte: Dow Jones Newswires.

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Palmeiras vence o São Paulo e amplia freguesia do rival no seu estádio

O Palmeiras ganhou do São Paulo por 3 a 0, na noite desta quarta-feira, e ampliou a freguesia do rival no Allianz Parque. Em nove clássicos disputados no reformado estádio, são oito vitórias da equipe alviverde e um empate.

Com o resultado, o Palmeiras segue na difícil caça ao Flamengo, com 60 pontos, a sete do líder. O São Paulo, por sua vez, permanecerá na quarta colocação independentemente das outras partidas da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, com 49 pontos.

Além de manter o tabu em sua casa, o Palmeiras igualou a maior sequência invicta sobre o São Paulo no geral. São nove jogos sem perder, assim como aconteceu entre 1975 e 1977. Em relação ao retrospecto total, os clubes divergem por causa de diferentes critérios. Nas contas do São Paulo, agora quem tem mais vitórias é o Palmeiras, com 109, contra 108 triunfos do time tricolor, além de 102 empates. Nas contas do Palmeiras, são 108 vitórias do São Paulo, 106 triunfos alviverdes e 102 empates.

No clássico desta quarta-feira, o Palmeiras massacrou o rival. O placar poderia ter sido até maior, tamanha a facilidade para a equipe alviverde criar jogadas de perigo. O sistema defensivo do São Paulo teve uma noite péssima. No ataque, o time só assustou em chutes de fora da área de Vitor Bueno.

A vitória do Palmeiras começou a ser construída ainda aos 11 minutos. Dudu foi lançado pela direita, Arboleda se atrapalhou e a bola sobrou para Deyverson, que chutou. Tiago Volpi defendeu, mas Bruno Henrique chegou para completar no rebote de cabeça e abrir o placar.

O Palmeiras só ampliou aos 41 minutos, com Felipe Melo, de cabeça, após escanteio cobrado por Dudu. O intervalo entre os gols, no entanto, poderia ter sido muito menor. A equipe alviverde cansou de criar boas chances. Tiago Volpi e a trave salvaram e Deyverson chegou a marcar um golaço em lance que já estava parado pelo árbitro.

Para o segundo tempo, Fernando Diniz deslocou Daniel Alves para o meio de campo. A equipe até foi melhor nos primeiros minutos, mas o Palmeiras encaixou um contra-ataque perfeito aos 11. Depois de escanteio, Zé Rafael carregou e enfiou para Gustavo Scarpa sair na cara de Volpi e tocar com calma para o fundo da rede.

Após o terceiro gol, o ritmo do clássico diminuiu. O São Paulo permanecia com a bola, mas não encontrava espaço na zaga alviverde. O Palmeiras, fechado, estava satisfeito com o resultado e não mostrava mais tanta força nos contra-ataques. Mano Menezes fez as três substituições para poupar os jogadores que pareciam estar mais desgastados. Fernando Diniz ainda tentou mudar seus atletas ofensivos, mas a equipe continuou sem inspiração.

Os minutos finais do clássico foram arrastados, com exceção de dois contra-ataques do Palmeiras e uma bola na trave de Raniel. A torcida alviverde nem ligou para as chances perdidas no fim: cantou olé e celebrou mais uma vitória do vice-líder do Brasileirão. Para o São Paulo, o placar até que ficou barato pela quantidade de oportunidades criadas pelo rival no primeiro tempo.

Os rivais voltarão a jogar no sábado, quando o Palmeiras receberá o Ceará na sua arena, enquanto o São Paulo vai visitar a Chapecoense, na Arena Condá.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 X 0 SÃO PAULO

PALMEIRAS – Weverton; Marcos Rocha (Jean), Gómez, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Thiago Santos), Bruno Henrique e Gustavo Scarpa; Dudu, Zé Rafael (Willian) e Deyverson. Técnico: Mano Menezes.

SÃO PAULO – Tiago Volpi; Daniel Alves, Bruno Alves, Arboleda e Reinaldo; Luan (Igor Vinícius), Tchê Tchê, Igor Gomes, Vitor Bueno (Hernanes); Antony e Alexandre Pato (Raniel). Técnico: Fernando Diniz.

GOLS – Bruno Henrique, aos 11 minutos do primeiro tempo; Felipe Melo, aos 41 minutos do primeiro tempo; Gustavo Scarpa, aos 11 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO – Raphael Claus (Fifa/SP).

RENDA – R$ 1.731.916,80.

PÚBLICO – 29.481 torcedores.

LOCAL – Allianz Parque, em São Paulo (SP).

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Senado endurece pena para torcidas violentas

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (30) o projeto de lei que endurece a punição a torcedores ou torcidas organizadas violentas mesmo quando os atos forem praticados em datas e locais distintos dos eventos esportivos, mas motivados por eles. A matéria segue para sanção presidencial. 

O texto aumenta de três para cinco anos a punição de afastamento dos locais dos eventos esportivos. O projeto estabelece que a pena possa ser aplicada à torcida organizada, ao membro ou associado que promover invasão de treinos, confronto com torcedores e outros atos de agressão contra atletas, mesmo quando esses profissionais estejam em seus períodos de folga.

A relatora da matéria, senadora Leila Barros (PSB-DF), ressaltou na justificativa do projeto que a matéria também vai assegurar a punição aos crimes praticados fora do local onde ocorre o evento desportivo.

“À toda evidência – e a imprensa o comprova com frequência – atos de hostilidade e agressão a outros torcedores e a profissionais envolvidos em eventos esportivos ocorrem também fora da data desses eventos e fisicamente distanciados dos referidos locais”, disse. 

Sancionado em 2010, o Estatuto do Torcedor já pune a torcida organizada que, em evento esportivo, promover tumulto; praticar ou incitar a violência; ou invadir local restrito aos competidores, árbitros, fiscais, dirigentes, organizadores ou jornalistas. No entanto, havia uma lacuna sobre punições para essas torcidas e membros em outros ambientes.

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Governo encaminha proposta de aposentadoria especial por periculosidade

O governo Jair Bolsonaro encaminhou nesta quarta-feira, dia 30, ao Senado um projeto de lei complementar que regulamenta as condições de aposentadoria especial por periculosidade para trabalhadores expostos a agentes nocivos. A entrega do texto proposto pelo governo era uma condição acordada os senadores para a promulgação da reforma da Previdência. Aliados do governo esperam que a projeto seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário em uma semana, liberando a promulgação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Previdência pelo presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP).

“Estamos cumprindo o nosso acordo. Entregamos o texto, e o Senado certamente vai dar celeridade”, disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, sem detalhar a proposta governista, que, conforme previsto, será assinado e apresentado formalmente pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM).

Marinho não quis dar uma estimativa de valores de impacto do projeto. Ele disse que a ideia é diminuir os processos judiciais pelos quais os trabalhadores conseguem obter pagamentos do INSS.

“Espero que o impacto seja positivo, porque hoje mais de 70% das aposentadorias (especiais) são dadas em função de judicialização. Nós já estabelecemos na PEC que a categoria não incide para fins de aposentadoria e agora com o projeto deixamos claro quais são as condições que os agentes nocivos impactam na atividade laboral. Isso vai dirimir questões judiciais, deixar mais claro, e vai ser bom para quem exerce de verdade essa atividade e bom para a Previdência para evitar esse vácuo judicial.”

O texto proposto pelo Ministério da Economia define as situações em que certas categorias de trabalhadores terão direito a aposentadoria especial por exposição a agentes nocivos, entre elas, mineiros de subsolo, vigilantes armados e eletricitários que trabalharam em redes de alta tensão. “A periculosidade se dá pelo exercício da atividade e não em função da categoria”, disse Marinho.

O governo fez um acordo para que o texto a ser divulgado nesta quinta-feira seja relatado pelo senador Esperidião Amin (PP-SC). “O texto será conhecido no dia de amanhã. O senador Amin, como relator, vai ouvir todas as lideranças para construir um texto final que possa merecer aprovação dos membros do Senado Federal”, afirmou o líder do governo, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Segundo Bezerra, para a promulgação da PEC da reforma o governo Bolsonaro assumiu o compromisso de apresentar o projeto e levar à votação no Senado, independente do ritmo de deliberação posterior na Câmara dos Deputados. “O compromisso é a deliberação no Senado, o governo apresentar a proposta e haver apreciação pela CCJ. Quem vai definir a data da promulgação da reforma é o senador Davi Alcolumbre. Ele me pediu para acelerar as tratativas no sentido de o projeto de lei complementar estar equacionado antes da promulgação”, disse Bezerra.

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Bolsonaro e deputados do PSL pedem afastamento de Bivar

O presidente Jair Bolsonaro e um grupo de 23 parlamentares do PSL acionaram nesta quarta-feira, 30, a Procuradoria-Geral da República (PGR) para pedir o afastamento do atual presidente nacional da sigla, o deputado federal Luciano Bivar (PSL-PE), e a suspensão dos repasses ao partido de recursos públicos do Fundo Partidário. O episódio marca mais uma ofensiva do presidente e de uma ala de deputados do PSL contra a atual direção do partido.

Bolsonaro trava um duelo com Bivar pelo controle do PSL. Ao se referir a Bivar, o presidente já disse que o deputado “está queimado para caramba” no seu Estado. No centro da disputa, um quinhão de R$ 110 milhões, valor do Fundo Partidário previsto para o PSL só neste ano.

No dia 11 de outubro, Bolsonaro pediu a Bivar uma relação completa de fontes de receitas, despesas e funcionários, além da descrição das atividades dos dirigentes partidários custeadas pela própria legenda. O objetivo era usar os documentos, que devem ser apresentados em um prazo de cinco dias, para promover uma auditoria independente.

Segundo Bolsonaro e os parlamentares, o partido entregou uma “resposta dissimulada”, sem o fornecimento completo de informações e documentos básicos sobre o exercício financeiro de 2019, mas limitando-se a indicar links na internet sobre as prestações de contas encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os advogados sustentam que a prestação de contas do partido de 2014 foi apresentada ao TSE sem todos os documentos. As de 2016 e 2017 não teriam reunido todos os documentos obrigatórios exigidos pela legislação.

“Causou espécie a recusa em apresentar os documentos solicitados o que já pode ser considerado indício de mau uso do dinheiro público. Por consequência, é no mínimo prudente que os fatos aqui aduzidos sejam investigados com celeridade e, corroborado o indício, sejam tomadas providências cautelares para bloqueio de recursos e a sustação cautelar dos repasses do Fundo Partidário, além do afastamento cautelar dos atuais dirigentes sobre a gerência desses recursos públicos”, sustentam os advogados de Bolsonaro e do grupo de parlamentares.

“Assim, numa análise superficial, fácil verificar que o partido é recorrente em apresentar as suas contas de forma precária, sem o fornecimento de documentos contábeis básicos.”

Para o grupo de Bolsonaro, a conduta dos atuais dirigentes partidários do PSL revela um “comportamento próprio de quem atua para dificultar a análise e camuflar possíveis irregularidades”.

Os advogados ainda apontam que diversos diretórios estaduais do PSL deixaram de prestar contas ao longo dos últimos anos: Amazonas (exercício financeiro de 2015); Goiás (2013); Pará (2013); Paraná (2013 e 2015); Rio de Janeiro (2013); Rio Grande do Norte (2015); Rondônia (2013 e 2015).

“Diante de todas essas informações, conclui-se que se trata de manobra articulada pelo Presidente do PSL para controlar a verba destinada ao Fundo Partidário, sobretudo por conta da concentração de valores no diretório nacional, para posterior utilização em janelas de transferência, possivelmente de forma contrária aos cânones republicanos”, acusam Bolsonaro e os deputados.

Fundação

O presidente e os parlamentares também apontam inconsistências nas contas da Fundação Instituto Inovação e Governança (Indigo), ligada ao partido.

“Percebe-se a ausência no detalhamento das despesas contratadas, como, por exemplo, a inexistência de relatórios circunstanciados de serviços prestados por fornecedores e de emissão de passagens aéreas. Esta ausência compromete a análise da regularidade dos gastos, tendo em vista que devem ser relacionados com as atividades desenvolvidas pela fundação”, sustenta o grupo.

Entre as acusações feitas envolvendo a fundação estão a contratação de uma empresa de Pernambuco para prestar serviços à fundação, localizada em Brasília; pagamento de plano de saúde, sem o detalhamento de beneficiários; e uma série de pagamentos mensais a uma empresa que teria entre os sócios o próprio Bivar.

“O perigo na demora decorre do fato de que, enquanto não ocorra a publicidade e transparência na prestação de contas do PSL, o Poder Judiciário e a sociedade civil estarão sem mecanismos constitucionais e legais de fiscalização das verbas públicas destinadas ao partido. É necessário, portanto, que a publicidade e transparência na prestação de contas pelo PSL sejam o mais rapidamente cumpridos”, afirmam Bolsonaro e os deputados.

Outro lado

Em nota, Bivar informou que o PSL “reafirma o seu integral compromisso com a legalidade e a transparência de suas contas” e “repudia as fake news disseminadas nas últimas semanas”.

“Qualquer pessoa, filiada ou não, poderá acessar a movimentação financeira do partido. Os dados já começaram a ser alimentados, em complementação ao que já está disponível no site do partido”, afirmou Bivar.

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