terça-feira, 30 de abril de 2019

Brasil espera que militares apoiem transição na Venezuela

SÃO PAULO, 30 ABR (ANSA) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse hoje (30) que o governo espera que os militares “apoiem a transição democrática” na Venezuela. Em uma coletiva de imprensa em Brasília, ao lado do ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, o chanceler afirmou que o governo está acompanhando “minuto a minuto” a situação na Venezuela, mas considera “positivo que haja um movimento de militares que reconhecem a constitucionalista” do opositor e autoproclamado presidente Juan Guaidó. “O que está acontecendo hoje temos que acompanhar minuto a minuto. Mas a nossa posição de base continua sendo de apoio ao presidente encarregado, Guaidó”, disse. De acordo com Araújo, também é preciso “avaliar” a “dimensão do que está ocorrendo”. “O Brasil, evidentemente, desde o começo, apoia a transição democrática e espera que os militares façam parte dessa transição”, concluiu.   

Nesta manhã, Guaidó anunciou que as Forças Armadas da Venezuela teriam abandonado o regime de Nicolás Maduro e aliado à oposição. (ANSA)

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Brasil espera que militares apoiem transição na Venezuela

SÃO PAULO, 30 ABR (ANSA) – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, disse hoje (30) que o governo espera que os militares “apoiem a transição democrática” na Venezuela. Em uma coletiva de imprensa em Brasília, ao lado do ministro do Exterior da Alemanha, Heiko Maas, o chanceler afirmou que o governo está acompanhando “minuto a minuto” a situação na Venezuela, mas considera “positivo que haja um movimento de militares que reconhecem a constitucionalista” do opositor e autoproclamado presidente Juan Guaidó. “O que está acontecendo hoje temos que acompanhar minuto a minuto. Mas a nossa posição de base continua sendo de apoio ao presidente encarregado, Guaidó”, disse. De acordo com Araújo, também é preciso “avaliar” a “dimensão do que está ocorrendo”. “O Brasil, evidentemente, desde o começo, apoia a transição democrática e espera que os militares façam parte dessa transição”, concluiu.   

Nesta manhã, Guaidó anunciou que as Forças Armadas da Venezuela teriam abandonado o regime de Nicolás Maduro e aliado à oposição. (ANSA)

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Faltou trabalho para montante recorde de 28,3 milhões no País, diz IBGE

Faltou trabalho para um montante recorde de 28,324 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em março, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa composta de subutilização da força de trabalho aumentou de 23,8% no trimestre até dezembro de 2018 para o nível recorde de 25,0% no trimestre até março deste ano.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial – pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar.

No trimestre até março de 2018, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 24,6%.

População desocupada

Segundo o IBGE, a população desocupada (13,4 milhões) cresceu 10,2% (mais 1,2 milhão de pessoas) no trimestre encerrado em março frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2018 (12,2 milhões). Em relação a igual trimestre de 2018 (13,6 milhões), a variação não foi estatisticamente significativa, de acordo com o instituto.

População ocupada

O total de pessoas trabalhando no País desceu a 91,863 milhões de trabalhadores no trimestre encerrado em março, conforme os dados da Pnad Contínua.

O mercado de trabalho fechou 24 mil vagas com carteira assinada no setor privado no trimestre encerrado em março, em relação ao trimestre terminado em dezembro de 2018. Ao mesmo tempo, o contingente de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado diminuiu em 365 mil pessoas.

O setor público teve fechamento de 234 mil postos de trabalho em apenas um trimestre. O emprego como trabalhador doméstico encolheu em 149 mil pessoas.

Outros 25 mil indivíduos deixaram o trabalho por conta própria. O contingente de empregadores encolheu em 85 mil pessoas.

Desalento

O Brasil tinha 4,843 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em março, segundo os dados do IBGE.

O resultado significa 180 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em dezembro de 2018. Em um ano, 256 mil pessoas a mais caíram no desalento.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

Subocupação por insuficiência de horas

A taxa de subocupação por insuficiência de horas ficou em 7,4% no trimestre até março, ante 7,4% no trimestre até dezembro de 2018.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até dezembro de 2018 para o trimestre até março de 2019, houve um recuo de 103 mil pessoas na população nessa condição. Em um ano, porém, o País ganhou mais 624 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

Em todo o Brasil, há 6,768 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

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PF desarticula grupo que fraldava licitações públicas na Paraíba

A terceira fase da Operação Recidiva foi deflagrada hoje (30) pela Polícia Federal (PF), com o objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por fraudar licitações em diversos municípios da Paraíba. As ações policiais contam também com a participação de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) e de procuradores do Ministério Público Federal.

Por determinação judicial, expedida pela 14ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Patos, os investigadores tiveram acesso a dados bancários, fiscais e telefônicos dos suspeitos, que comprovaram o envolvimento de empresa de fachada na execução de obras públicas, com valores de mais de R$ 5 milhões.

Os policiais federais cumprem desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira 12 mandados de busca e apreensão nas prefeituras dos municípios de Bayeux, Emas, Mogeiro e Patos; em sete endereços dos investigados; na sede de uma construtora em Mogeiro; e em uma casa lotérica no município de Salgado de São Félix.

As ações policiais contam também com a participação de auditores da Controladoria-Geral da União (CGU) e de procuradores do Ministério Público Federal. Segundo a PF, os investigados devem responder por fraude licitatória, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros crimes.

“O nome da Recidiva, significa reaparecimento, recaída, reincidência, fazendo alusão à prática reiterada do cometimento dos mesmos crimes e do mesmo modus operandi pelos investigados, que já foram objeto de ações semelhantes”.

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O que fazer se um asteroide cair na Terra?

Exercício: um telescópio detectou um asteroide de 100 a 300 metros de diâmetro se movendo a 14 quilômetros por segundo, a 57 milhões de quilômetros da Terra. Os astrônomos estimam em 1% o risco de colisão com o planeta em 29 de abril de 2027. O que fazer?

Este é o cenário potencialmente catastrófico, inteiramente imaginário, no qual cerca de 300 astrônomos, cientistas, engenheiros e especialistas em emergência estão trabalhando esta semana nos subúrbios de Washington, durante o quarto exercício internacional deste tipo desde 2013.

“Não é Hollywood”, disse Jim Bridenstine, administrador da Nasa, ao abrir os trabalhos da sexta Conferência Internacional sobre Defesa Planetária, no campus da Universidade de Maryland, em College Park. Os países representados: Itália, Alemanha, França, Rússia, Israel, China…

A ideia de que a Terra tem que se defender contra um asteroide chocava-se, no passado, com o que os especialistas chamam de “fator risadinha”. Mas em 15 de fevereiro de 2013, um meteoro contribuiu para acabar com o desdém.

Naquele dia, um asteroide de 20 metros apareceu do nada e explodiu quando entrou na atmosfera, 23 quilômetros acima da cidade russa de Chelyabinsk. Os habitantes sentiram o calor da explosão a 60 km de distância. As janelas de milhares de edifícios explodiram. Mil pessoas ficaram feridas.

“O aspecto positivo de Chelyabinsk foi que provocou uma consciência do público e dos políticos”, disse à AFP Detlef Koschny, codiretor do Escritório de Defesa Planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), representado por cerca de dez pessoas na conferência.

– Quantos? –

Apenas os asteroides cuja órbita os aproxima a menos de 50 milhões de quilômetros da Terra nos interessam. Os astrônomos estão descobrindo-os todos os dias: mais de 700 já este ano, com um catálogo total de 20.001, anunciou Lindley Johnson, do escritório de coordenação de defesa planetária da Nasa, criado em 2016.

Entre os que mais apresentam riscos estão, por exemplo, uma rocha chamada 2000SG344: com cerca de 50 metros de diâmetro e uma chance em 2.096 de colidir com a Terra dentro de 100 anos, segundo a ESA.

A maioria é menor, mas 942 têm mais de um quilômetro, segundo o astrônomo Alan Harris, que informou à plateia que alguns grandes asteroides provavelmente ainda estão escondidos no céu: “A maioria está estacionada atrás do Sol”.

São principalmente os telescópios americanos, no Arizona e no Havaí, que os detectam.

A ESA instalou um telescópio na Espanha e planeja outros no Chile e na Sicília. Muitos astrônomos pedem um telescópio no espaço, já que, da Terra, não se pode ver os objetos do outro lado do Sol.

– Desviar o asteroide –

O exercício desta semana pretende simular como o mundo responderia à ameaça. Primeiro seria necessário apontar os telescópios para o objeto para calcular com precisão sua velocidade e trajetória, sendo as observações iniciais grosseiras.

Em seguida, a escolha é binária: desviar o objeto ou evacuar o local a ser atingido.

Se o objeto for inferior a 50 metros, o consenso internacional é evacuar a região que provavelmente será atingida.

Segundo Detlef Koschny, duas semanas antes do impacto, pode-se prever o país afetado. Alguns dias antes, a precisão é de algumas centenas de quilômetros.

Para objetos maiores, a ideia não é enviar uma bomba atômica como no filme “Armagedon”, porque isso poderia criar peças igualmente perigosas. A ideia seria lançar um dispositivo em direção ao asteroide para desviá-lo… como um carrinho de bate-bate cósmico.

A Nasa testará a ideia em um asteroide real de 150 metros em 2022 com a missão DART.

Permanece o problema político, de acordo com Romana Kofler, do Escritório de Assuntos Espaciais das Nações Unidas: “Qual seria a autoridade decisória?”

“O consenso até agora foi o de não responder a essa pergunta”, disse ela.

Em qualquer caso, o Conselho de Segurança da ONU seria acionado, mas deixaria aberta a questão de saber se os países ricos financiariam uma missão se não estiverem na mira do 2000SG344, ou de outro seixo celestial.

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