As autoridades birmanesas emitiram um mandado de prisão por incitamento ao ódio contra o monge ultranacionalista Wirathu, “rosto do terror budista” antimuçulmano.
O mandado de prisão foi emitido na terça-feira à noite “sob o artigo 124(a)”, que pune o incitamento ao ódio, por exemplo, contra o governo, disse a polícia.
Quando perguntado nesta quarta-feira pelo jornal on-line Irrawady, Wirathu, que vive a maior parte do tempo em seu mosteiro em Mandalay, no centro do país, disse que a polícia ainda não havia procurado por ele.
“Se eles querem me prender, que me prendam”, declarou.
Wirathu foi sentenciado em 2003 a 25 anos de prisão por ter pregar o extremismo e distribuir livros proibidos.
Ele foi libertado em 2012 junto com vários milhares de presos políticos, aproveitando a abertura política do país após a dissolução da junta no ano anterior.
Em 2013, mesmo antes da retomada dos excessos do exército contra a minoria muçulmana rohingya, a revista americana Time o apresentou como “o rosto do terror budista”.
Ele então entrou na lista negra do Facebook que, no início de 2018, fechou sua conta.
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